Dor nas costas

Dor nas costas

Dor na coluna, dor nas costas

Na grande maioria dos casos a dor nas costas ou dor na coluna é de origem musculosquelética (muscular). As dores podem surgir na sequência de uma má postura, stress, cansaço, levantamento de pesos, falta de exercício regular, etc., podendo facilmente ser resolvida através de medicação e de algumas medidas gerais, como veremos adiante com detalhe. A dor nas costas pode ser devida a algumas patologias ou doenças da coluna, como a espondilose (artrose na coluna), hérnias discais (ou hérnias de disco), estenoses, entre outras ou, então, a outras doenças, como os cálculos renais (pedra nos rins), aneurisma da aorta, doenças do pâncreas, endometriose, entre muitas outras patologias (ou doenças), como veremos mais detalhado adiante.

A dor pode instalar-se de forma gradual (vai doendo cada vez mais) ou, então, pode surgir de forma súbita (“repentina” ou “de repente”), sendo que este facto e a intensidade da dor não estão, por norma, diretamente relacionados com a gravidade do problema. A dor nas costas é um sintoma que deverá ser sempre avaliado pelo médico. Se a dor nas costas for muito forte ou se houver outros sintomas como febre, arrepios, perda de peso, dificuldade em respirar, problemas em se movimentar, entre outros sinais e sintomas a valorizar, deverá procurar um médico com urgência.

A dor na coluna atinge uma larga maioria da população, estando entre as principais causas de absentismo ao trabalho. Apesar das dores na coluna serem na maioria dos casos perfeitamente benignas, elas podem ser muito incomodativas e incapacitantes, degradando muito a qualidade de vida das pessoas. Felizmente, que na maioria dos casos, existe um conjunto de medidas curativas e preventivas que nos permitem tratar e prevenir eficazmente este problema. Veja mais informação em tratamentos e medidas preventivas.

Mediante a localização da dor, da sua intensidade e demais sinais e sintomas, poderemos orientar o diagnóstico, conforme veremos a seguir.

Localização da dor de costas

A coluna vertebral é formada por uma série de vértebras (ossos da coluna), que se articulam entre si, através dos discos intervertebrais.

As dores podem afetar qualquer segmento ou parte da coluna. O termo raquialgia é usado para nos referirmos à dor na coluna ou nas costas em geral, podendo distinguir-se entre:

  • Cervicalgia (dor cervical) – O termo cervicalgia é usado para nos referirmos à dor na coluna cervical ou “dor na parte de cima nas costas“, onde se localiza a região cervical;
  • Dorsalgia (dor dorsal) – O termo dorsalgia é usado para nos referirmos à dor na coluna dorsal ou “dor no meio das costas”, onde se localiza a região dorsal;
  • Lombalgia (dor lombar) – O termo lombalgia é usado para nos referimos à dor na coluna lombar ou à ”dor na parte de baixo das costas”, “dor nas costas próximo à cintura” ou “dor no final das costas”, onde se localiza a região lombar.

Em termos de lateralidade, a dor tanto pode ser bem localizada na região mediana ou “no centro da coluna” ou mais na parte lateral, afetando apenas um lado (dor no lado esquerdo ou dor no lado direito), como pode, em alguns casos, ocorrer dos dois lados ou ser mais difusa.

Por vezes, a dor pode irradiar (“uma dor que vai da coluna”) para outras regiões anatómicas, sendo a mais frequente a dor ciática (ciatalgia). A ciatalgia é uma dor nas costas que irradia para as pernas até ao pé, que ocorre como consequência da compressão do nervo ciático, que se estende desde a coluna até aos pés. Podem também ocorrer adormecimento (formigueiros) ou alterações da força no(s) membro(s) afetado(s).

A lombalgia é o tipo de dor na coluna mais frequente, sendo mesmo uma das queixas médicas mais comuns. Estima-se que a lombalgia atinja até 90% dos adultos ao longo da vida.

Para além da dor, a lombalgia manifesta-se como rigidez, desconforto ou tensão nas costas, sendo a intensidade muito variável, desde ligeira a muito intensa, podendo mudar ao longo do dia, com movimento, em algumas posições ou atividades. A maioria dos doentes refere que sentar ou deitar permite abrandar os sintomas.

Em relação aos quadros associados à dor nas costas, é de salientar também alguns tipos de variações. A dor de costas pode ocorrer apenas com a realização de certos movimentos (ao andar, ao correr, saltar, ao deitar, subir ou descer escadas, etc.) ou, então, apenas em certas posições. Em muitas situações, a dor de costas pode ocorrer mesmo em repouso (dores constantes), seja de pé, sentado ou deitado. A dor nas costas ao respirar tende a agravar (a doer mais) dada a necessidade de movimento dos músculos que são precisos mexer para respirarmos (inspirar e expirar). Quando respira fundo, quando tosse ou ao espirrar, a dor tende a ser, ainda, agravada, no contexto destes movimentos mais intensos / bruscos. Em qualquer um destes quadros associados, a aparente gravidade não está diretamente relacionada com a seriedade da patologia subjacente, conforme abordaremos em cada uma das causas para a dor de costas.

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Dor nas costas - causas

Existem diversas causas para a dor na coluna, podendo também identificar alguns fatores de risco para o surgimento da sintomatologia. Os problemas musculares podem, na maioria das vezes, ser acautelados se soubermos identificar os fatores de risco e preveni-los. Infelizmente, algumas patologias (ou doenças) relacionadas com a dor de coluna não podem ser prevenidas. Veja mais informação em prevenção da dor na coluna.

O processo natural de envelhecimento é uma inevitabilidade e muito associado à dor de costas, sendo um importante fator de risco em algumas patologias. O excesso de peso (obesidade), muitas vezes associado a maus hábitos alimentares provoca uma maior pressão sobe a coluna. O sedentarismo e ausência de exercício físico, não só podem agravar o problema do excesso de peso, como não permitem ter músculos que permitam sustentar a coluna de uma forma adequada, podendo desencadear crises. As posturas incorretas, seja de pé sentado ou deitado, são também um dos fatores que podem desencadear o problema. Uma postura correta é determinante para prevenir a dor nas costas. O tabagismo (fumar) também aumenta o risco de vir a padecer de dor nas costas. Veja mais informação em prevenção.

Contraturas musculares

As contraturas musculares são uma importante causa para o surgimento de dor nas costas, mais frequentemente, na região lombar. Muitas vezes, a dor aguda pode surgir com a realização de algum movimento como pegar num dado objeto, popularmente apelidadas de dar um “mau jeito nas costas”. A dor nas costas ao levantar da cama (ao acordar), pode também estar relacionado com más posições para dormir ou o colchão não ser adequado. A dor crónica, no entanto, na maioria dos casos, está relacionada com as alterações que ocorrem na coluna ao longo do tempo (com o envelhecimento). Este processo degenerativo inicia-se muito cedo, antes dos 30 anos de idade, e torna a coluna mais suscetível à dor.

Algumas lesões ou degenerescência dos discos intervertebrais são também uma das causas para a dor.

Artrose na coluna (espondilose)

A artrose na coluna (espondilose) é uma alteração degenerativa da coluna vertebral. Na espondilose, sintomas como dor na coluna, desconforto ou tensão nas costas ou pescoço ocorrem frequentemente. A intensidade da dor na coluna pode variar ao longo do dia, modificar com a posição, as atividade e os movimentos, no entanto, na maioria das pessoas não é de tal forma intensa que se torne incapacitante. A dor pode ser limitada à coluna ou, então, irradiar, de forma diferente conforme os segmentos da coluna afetados, por norma, para a cabeça (na espondilose cervical), para a região do tórax (na espondilose dorsal), para as nádegas e virilhas (na espondilose lombar e lombossagrada).

Saiba, aqui, tudo sobre espondilose (artrose da coluna).

Hérnias discais

A hérnia discal (ou hérnia de disco) para além de provocar dor, pode também desencadear alterações neurológicas. Os sintomas são provocados pela compressão e inflamação dos nervos ou da medula e variam bastante de acordo com a localização da hérnia.

Na hérnia discal cervical – pode ocorrer dor cervical (cervicalgia) ou dor irradiada ao longo do braço, por vezes, até à mão (braquialgia; cervicobraquialgia), espasmos e dores nos músculos do pescoço, dor no ombro e braço, descrita pelos doentes como “ardimento (ardência) ou queimação”, dor de costas como uma “pontada ou fisgada”. Para além destes sintomas é também possível a ocorrência de dor de cabeça (cefaleias), formigueiros, adormecimento, alterações na sensibilidade e fraqueza muscular do membro afetado.

Na hérnia discal lombar, o sintoma mais frequente é a ciatalgia ou dor ciática (dor aguda que irradia para a face lateral ou posterior de uma perna até ao pé / tornozelo). Para além da dor ciática, também pode verificar-se formigueiros, adormecimento, alterações na sensibilidade e fraqueza muscular do membro afetado. Mais raro é a dor irradiar pela face anterior da coxa, geralmente, sem ultrapassar o joelho (cruralgia), nos casos em que estão envolvidas outras raízes nervosas lombares.

Saiba, aqui, tudo sobre hérnia discal (ou hérnia de disco).

Espondilolistese

Os deslizamentos vertebrais (espondilolistese) correspondem ao deslizamento de uma vértebra sobre outra e são também umas das possíveis causas para a dor na coluna. Os deslizamentos vertebrais apesar de não serem muito frequentes, atingem cerca de 5% das pessoas.

Para além da dor, podem estar presentes outros sinais e sintomas, que apresentam algumas semelhanças com os anteriormente descritos relativamente à hérnia discal, por irritação das raízes nervosas.

Canal estreito (estenose vertebral)

A estenose vertebral (aperto na coluna) é também causa frequente de dor na coluna, fundamentalmente, na população mais idosa. Para além da dor na coluna, pode também ocorrer dormência, formigueiros, perda de força nos membros, perdas de equilíbrio, disfunções viscerais e dos esfíncteres, entre outros.

Desvios na coluna

Os desvios da coluna vertebral (cifose, lordose e escoliose) podem também ser uma das causas para a sintomatologia. Os desvios em idade infantil (na criança), no adolescente e nos jovens, por norma, não provocam dores, exceto em alguns casos onde se verifiquem desvios mais acentuados, ou outras desordens. No entanto, no adulto pode associar-se à artrose (espondilose) e a instabilidade da coluna vertebral, provocando o aparecimento de queixas.

Outras causas para dor nas costas

Para além das patologias da coluna atrás enunciadas que estão entre as mais frequentes causas de dor, muitas outras patologias da coluna vertebral podem estar relacionadas com a sintomatologia.

No entanto, a dor nas costas pode também ser devida a muitas outras patologias (ou doenças) que não estejam diretamente relacionadas com a coluna vertebral. De seguida, descrevemos algumas dessas patologias.

O cálculo renal (ou pedra nos rins) é uma das doenças mais frequentes do trato urinário, sendo mais frequente nos homens entre os 30 e os 50 anos de idade. Nos países desenvolvidos, pode atingir cerca de 20% da população. Os sinais e sintomas, habitualmente presentes são: desconforto ou dor lombar, por norma unilateral (de um só lado (rim), pode verificar-se sangue na urina (hematúria), infeções urinárias recorrentes (ou de repetição), entre outros sinais e sintomas.

Saiba, aqui, tudo sobre cálculo renal (pedra nos rins).

A litíase biliar, cálculos na vesícula, popularmente conhecida como “pedra na vesícula” pode originar alguns sintomas importantes, a saber: dor na vesícula, às vezes, confundida com dor de estômago, cuja duração pode variar entre minutos a várias horas e que é caracterizada do seguinte modo: dor intensa no lado direito do abdómen ou na parte central do abdómen, abaixo do esterno; dor nas costas do lado direito, entre as omoplatas ou perto do ombro direito; náuseas (enjoo) e vómitos, que agudizam quando se comem alguns tipos de alimentos. Sinais e sintomas de alarme são dor tão forte que não deixa o doente permanecer quieto, surgimento de uma cor amarela ou amarelada nos olhos ou pele (icterícia), presença de urina escura ou fezes claras, febre alta e arrepios. Nesta situação deve procurar um serviço de urgência de imediato.

Saiba, aqui, tudo sobre litíase biliar (pedra na vesícula).

A acumulação de gases, gastrites, intolerância à lactose, doença celíaca, síndrome do intestino irritável, obstipação (intestino preso), entre outras, apresentam sintomas de distensão muscular, provocando uma sensação de barriga inchada, ao mesmo tempo que pode ocorrer dor abdominal (cólicas abdominais ou dor de barriga), que pode ir de moderada a severa e que em alguns casos pode irradiar para as costas ou a dor ser muito difusa, apesar de tipicamente apresentarem sintomatologia bastante característica.

Saiba, aqui, tudo sobre doenças do aparelho digestivo.

Algumas patologias pulmonares (dos pulmões) podem também desencadear dor nas costas, entre outros sinais e sintomas. A pneumonia é uma infeção no pulmão, cujos principais sintomas podem incluir: febre, expetoração, falta de ar ou dificuldade em respirar, desconforto no peito ou dor do tipo “pontada” e “dor nas costas”. Para além da pneumonia, muitas outras doenças pulmonares podem desencadear dor.

Saiba, aqui, tudo sobre pneumonia.

O aneurisma da aorta é uma patologia grave e que pode também causar dor nas costas. Um aneurisma é a dilatação de um vaso sanguíneo (de uma artéria ou veia). O aneurisma da aorta abdominal é o aneurisma mais comum. A rotura do aneurisma é uma das principais e perigosas complicações, que pode matar em pouco tempo se não diagnosticada e tratada adequadamente. Uma dor forte nas costas ou no abdómen (na barriga), frequentemente associado a uma baixa pressão arterial (hipotensão) e perda súbita da consciência pode ser um indicador de rotura do aneurisma, devendo o doente dirigir-se imediatamente a um serviço de urgência.

Saiba, aqui, tudo sobre o aneurisma da aorta abdominal

Alguns tipos de tumores podem também desencadear dores de costas. O cancro do pâncreas e o mieloma múltiplo, apesar de pouco frequentes, são dois exemplos de doenças oncológicas que podem provocar os sintomas.

Nas mulheres algumas causas de origem ginecológica, como por exemplo a doença inflamatória pélvica e a endometriose, podem também afetar alguns órgãos do aparelho reprodutor feminino (ovários, útero, trompas, etc.) e provocar dores nas costas, entre outros sinais e sintomas.

Saiba aqui, tudo sobre endometriose.

A dor nas costas, antes ou durante a menstruação, ocorre em mulheres jovens, sem filhos, com menstruação abundante, fumadoras, com um índice de massa corporal abaixo de 20Kg/m2 e com ciclos longos e/ou irregulares de uma forma mais frequente, apesar de poder atingir as mulheres sem qualquer um dos fatores de risco atrás enunciados. Dismenorreia é o termo clínico para nos referimos à menstruação dolorosa, dores menstruais ou cólicas menstruais, atingindo não apenas as costas mas toda a região abdominal (mais frequente).

Saiba, aqui, tudo sobre dores menstruais (dismenorreia).

A dor nas costas na gravidez é também bastante frequente, afetando mais de metade das grávidas, devido ao aumento de peso e às alterações hormonais envolvidas na gestação. Por norma, este problema resolve-se de forma espontânea após o parto.

Conheça, aqui, os principais sintomas da gravidez.

Para além das causas atrás apresentadas que estão entre as mais frequentes, muitas outras patologias podem ser a causa para a dor nas costas. Para além da coluna vertebral, muitas patologias podem desencadear a sintomatologia, como as doenças do estômago, pâncreas, fígado, esófago, intestinos, coração, rins, vesícula biliar, entre muitas outras.

Como vimos, a larga maioria dos casos pode ser perfeitamente benigna, mas outros há que são extremamente graves e que podem colocar a sua vida em risco e num curto espaço de tempo. Neste sentido, é muito importante que o doente nunca se automedique ou desvalorize os sintomas, consultando um médico de modo a permitir diagnosticar e tratar a patologia responsável pela dor de costas, conforme veremos de seguida.

Diagnóstico na dor de costas

O diagnóstico da patologia (ou doença) subjacente à dor na coluna é feito pelo médico, levando em consideração a história clínica, o exame objetivo, podendo recorrer, se necessário, a alguns exames ou análises, a saber:

O diagnóstico de lombalgia é feito pelo médico ortopedista (especialista em ortopedia), sendo que, muitas vezes, não é estrita a realização de exames complementares. Na dor aguda não são geralmente necessários exames adicionais. Em caso de traumatismo (quedas, acidentes, etc.), presença de febre, emagrecimento (perda de peso) ou se a dor nas costas persiste (uma dor que não passa) ao fim de algum tempo, deveremos avançar com exames auxiliares de diagnóstico.

Como vimos, a dor nas costas pode ser provocada por inúmeras patologias, algumas delas fora do âmbito da ortopedia. Nesses casos, o médico ortopedista pode solicitar a colaboração de outra especialidade médica ou cirúrgica (cirurgia geral, urologia, ginecologia, pneumologia, etc).

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Tratamento da dor na coluna

O tratamento da dor nas costas depende da causa subjacente. Ou seja, após diagnóstico, o médico deve definir um plano de tratamento de acordo com a patologia responsável pela dor. O doente nunca se deve automedicar ou tentar qualquer tipo de tratamento alternativo sem aconselhamento médico, sob pena de poder agravar o problema e até existir risco de morte em alguns casos. Como vimos, existem algumas patologias que são potencialmente perigosas se não forem diagnosticadas e tratadas de forma correta e atempada.

Os tratamentos que permitem o alívio sintomático (que permitem abrandar ou acabar com a dor) são eleitos como primeira escolha (tratamento conservador). Em algumas patologias, como por exemplo na hérnia discal, espondilose, etc., estão indicados outros tratamentos, nomeadamente o tratamento cirúrgico (cirurgia ou operação), na falência dos tratamentos conservadores. Veja mais informação sobre tratamento em cada uma das patologias.

Nas diversas causas ortopédicas de dor na coluna, deve ser realizado inicialmente tratamento para alívio da dor, sendo efetuado, habitualmente, conforme se descreve:

  • Prescrição de medicamentos (ou remédio) anti-inflamatórios, analgésicos e relaxantes musculares que permitem aliviar a dor e realizar depois uma melhor reabilitação. Pode tomar esta medicação sob a forma de comprimidos, aplica-la sob a forma de pomada ou de pensos transdérmicos impregnados em anti-inflamatórios de libertação lenta. Nos casos mais graves, o médico poderá receitar esta medicação sob a forma injetável (injecção), que permite atuar de uma forma mais rápida, reduzindo eficazmente mesmo a dor forte. Se sentir um alívio rápido das queixas, não deve interromper o tratamento medicamentoso, mas deve terminar de tomar a medicação de acordo com a prescrição médica.
  • Em casa, como tratamento caseiro poderá na fase aguda aplicar gelo (frio) durante cerca de 15 minutos, 3 a 4 vezes ao dia. Nunca deve aplicar a bolsa de gelo diretamente sob a pele (use algo em pano, por exemplo). Após a fase aguda, a aplicação de calor é muito importante para que os músculos possam relaxar. Pode fazer a aplicação de compressas de água quente (calor) nas zonas mais dolorosas ou, então, tomar um banho de imersão em água quente;
  • Realizar repouso pode ser crucial e necessário para realizarmos um bom trabalho de recuperação. O doente deve tentar descansar e relaxar ao máximo, o que nem sempre é possível, fundamentalmente nos casos em que existe muita dor e que continua mesmo na posição deitado. Na cama, o doente deve procurar a melhor posição para dormir, que é por norma em flexão dos joelhos (joelhos dobrados), no entanto, depende imenso da patologia subjacente.
  • A cessação de atividade desportiva, caso exista, deve também ser uma medida a adoptar. No entanto, o repouso deve ser temporário, preferindo que seja feita uma recuperação ativa. Veja informação em medidas preventivas.
  • A fisioterapia, incluindo aplicação de calor, gelo, massagem, aplicação de ultrassons ou electroestimulação são também medidas que podem ser usadas para melhorar a dor nas costas na fase aguda, bem como para prevenir futuros episódios.
  • Os coletes ou ortóteses podem ser bastante úteis em algumas situações e em algum tipo de doentes. No entanto, o seu uso é desaconselhado de forma sistemática dado o descondicionamento muscular inerente.

Alguns doentes podem ter indicação para algumas intervenções minimamente invasivas como infiltrações articulares, bloqueios nervosos ou radiofrequência.

Em alguns casos a cirurgia (ou operação) pode ser necessária para resolver de forma definitiva o problema. Veja mais informação em cada uma das causas para a dor na coluna.

Nunca é de mais referir que a dor na coluna é um sintoma que pode ter inúmeras origens, algumas delas potencialmente graves, apesar de na maioria das vezes se tratarem de situações benignas e auto-limitadas. Neste sentido, é muito importante que o diagnóstico seja feito de forma correta e atempada pelo médico.

Como prevenir a dor nas costas?

Nem sempre a dor na coluna pode ser prevenida, no entanto, existe um conjunto de medidas que se adoptado, no seu dia a dia, permitem evitar ou diminuir substancialmente o risco para o seu surgimento. Entre essas medidas, destacamos:

  • Realizar uma alimentação equilibrada e variada. Uma dieta adequada é muito importante para um organismo saudável e para controlar o excesso de peso (obesidade);
  • Manter uma postura correta, seja em pé, quando permanece sentado ou deitado, ou quando levanta objetos mais pesados;
  • O reforço muscular ativo e o treino cardiovascular, através de exercícios são igualmente importantes para uma melhor recuperação e permitir a prevenção de futuros episódios. Pratique exercício, combinando treino cardiovascular (fazer caminhadas, andar de bicicleta, etc.), permitindo um reforço da musculatura postural e alongamentos (Pilates, Yoga, core strengthening);
  • No seu local de trabalho evite ficar muito tempo sentado ou em pé na mesma posição. Deve de hora a hora realizar pequenos exercícios de mobilização e relaxamento muscular. Mudar de posição, relaxar, realizar pequenos exercícios de ginástica que lhe permitam sair das posições de rotina, são muito importantes para prevenir futuros episódios.
  • Não fume. O tabaco é, como todos sabemos, muito prejudicial à sua saúde;
  • Deve dormir numa posição confortável (de lado ou barriga para cima) e deve ter especial cuidado com a escolha de um bom colchão e almofada.

Veja mais informação sobre medidas preventivas em cada uma das causas relacionadas com a dor de costas.

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