TC da coluna

Tomografia computadorizada da coluna

O que é TC da coluna?

A tomografia computorizada (TC) ou TAC da coluna é um exame que serve para auxiliar o médico no diagnóstico de inúmeras patologias (doenças), nomeadamente hérnias discais (de disco), espondilose (artrose na coluna), estenose vertebral (aperto na coluna) espondilolistese (deslizamentos vertebrais), entre outras. Veja mais informação em indicações da TC da coluna.

A tomografia computorizada da coluna pode ser subdividida em:

  • TC da coluna cervical - se a avaliação de TC incide sobre a região cervical da coluna (sete vértebras de C1 a C7);
  • TC da coluna dorsal - se a avaliação da TC incide sobre a região dorsal ou torácica (doze vértebras de T1 a T12);
  • TC de coluna lombar - se a avaliação da TC incide sobre a região lombar (cinco vértebras de L1 a L5);
  • TC da coluna lombosagrada - se a avaliação da TC incide sobre a região lombo sacra (quatro ou cinco vértebras fundidas de S1 a S5).

Para tornar mais clara esta divisão do exame em distintos segmentos, debrucemo-nos um pouco sobre a anatomia da coluna vertebral.

Desta forma, os exames de TC da coluna vertebral podem recair simplesmente sobre uma determinada região (cervical, dorsal, lombar, lombo sacra), sobre mais que uma região ou, então, de uma forma mais completa, abarcando de uma forma total a coluna vertebral (são avaliados todos os segmentos da coluna).

Antigamente, devido à tecnologia empregue o exame possuía a designação de “Tomografia Axial da Coluna (TAC) da coluna”. Com o passar dos anos a tecnologia helicoidal veio dar lugar à axial, caindo o uso da palavra “axial” e passando o exame simplesmente a designar-se por “Tomografia Computorizada (TC) da coluna”. Contudo, a designação “TAC da coluna” ainda é frequentemente usada por médicos e doentes. Ou seja, em termos práticos, as designações “TC da coluna” e “TAC da coluna” referem-se ao mesmo exame.

TC da coluna com contraste

A avaliação inicial sem contraste poderá ser complementada pela tomografia computorizada com contraste (TC da coluna com contraste) na qual é avaliado o comportamento vascular das estruturas em estudo. Ou seja, a TC da coluna não precisa de usar contraste em muitas situações, estando o seu uso confinado aos casos em que se torna importante ampliar o contraste entre as estruturas com diferentes fluxos sanguíneos, revelando estruturas hipervascularizadas como é o caso dos tumores e das inflamações.

Os produtos de contraste iodados na TC são aplicados por via endovenosa (EV), devendo existir uma avaliação médica prévia à sua administração. O uso de contrastes pode apresentar riscos aumentados em alguns doentes. A deterioração da função renal e reações alérgicas são alguns dos efeitos secundários ou colaterais conhecidos, pelo que o uso de produtos de contraste iodados não é aconselhado em doentes com insuficiência renal grave e com história de reação anafilática (alergia) prévia.

Apesar de pouco frequente, o efeito secundário mais indesejável é o choque anafilático. Felizmente trata-se de uma complicação rara, que pode ser acautelada através de medicação profilática orientada e para a qual existe tratamento apropriado em meio hospitalar.

As reações adversas que ocorrem com os produtos iodados em TC são mais frequentes relativamente ao uso de gadolínio em Ressonância magnética (RM,) pelo que a RM da coluna pode ser uma excelente alternativa em doentes de risco.

Saiba, aqui, o que é RM de coluna.

Indicações da TC da coluna

A TC da coluna é um exame extremamente útil como meio complementar de diagnóstico e terapêutica (MCDT) na avaliação dos seguintes sinais e sintomas:

  • Dores de costas, dores na coluna;
  • Dor de cabeça;
  • Dor irradiada – exemplo dor ciática;
  • Parestesias (alterações de sensibilidade);
  • Parésia (falta de força);
  • Desvios da coluna vertebral;
  • Tonturas;
  • Vertigens;
  • Febre;
  • Etc.

Saiba, aqui, tudo sobre a dor na coluna.

A TC da coluna é um exame muito importante no diagnóstico e avaliação da resposta aos tratamentos instituídos em diferenciadas patologias (ou doenças). O exame possui indicação, entre outras, no estudo das seguintes patologias:

  • Hérnias de disco ou discais;
  • Artrose da coluna (Espondilose);
  • Desvios da coluna (cifose, lordose e escoliose);
  • Espondilolistese (deslizamentos vertebrais);
  • Estenose vertebral (aperto na coluna);
  • Doenças inflamatórias ou desmielinizantes;
  • Tumores benignos ou malignos (cancro);
  • Fraturas da coluna;
  • Etc.

Saiba, aqui, o que é hérnia discal.

Saiba, aqui, o que é espondilose.

Como é feita uma TC da coluna?

Antes de iniciar o exame, é solicitado ao doente que substitua a sua roupa por uma bata e que retire todos os objetos metálicos de que se faz acompanhar, nomeadamente, o relógio, brincos, pulseiras, etc.. De seguida, o doente é colocado em decúbito dorsal (“barriga para cima”) na mesa que correrá para o interior do aparelho de TC de modo a permitir a aquisição das imagens.

O exame é realizado por um Técnico de Radiologia. O doente deve manter-se imóvel (sem se mexer), dado que qualquer movimento provocará alterações na imagem médica, tal como acontece em fotografia (quando a fotografia fica “tremida” quando tiramos uma foto em movimento). Caso se sinta incomodado de alguma forma, o doente poderá pedir a suspensão do exame via intercomunicador.

O técnico adquire e arquiva as imagens, habitualmente, num formato internacional designado por DICOM. A sequência das imagens são guardadas em sistemas de arquivo médicos, designados por PACS.

Numa fase posterior, o Médico Neurorradiologista analisa as imagens e interpreta o exame. Esta interpretação dá origem a um relatório (por escrito) do exame da responsabilidade do Médico Neurorradiologista.

Os resultados do exame serão conhecidos apenas depois da validação do relatório final por parte do Médico Neurorradiologista. O estudo TC será considerado normal se as estruturas analisadas estiverem isentas de alterações relevantes ou suspeitas. Caso contrário, o Neurorradiologista relatará o que observa nas imagens, devendo estes achados imagiológicos serem relacionados com outros exames e história clínica do doente.

Quem pode realizar a TC?

O exame pode, por regra, ser executado por qualquer pessoa de qualquer idade e sexo de uma forma célere. O exame é indolor (o paciente não experimenta qualquer tipo de dor).

No caso de se verificar a necessidade de realização da tomografia em crianças, o exame poderá ser executado com uso de sedação (anestesia).

A gravidez constitui uma contra-indicação no que diz respeito à realização de exames imagiológicos que empreguem radiação ionizante, pelo que a mulher grávida não deverá ser sujeita a TC. Todavia, em função do contexto clínico, poderá estar recomendada a realização de TC (por exemplo em casos de traumatismos emergentes e sem acesso a RM).

clinica_imagiologia.png

Quanto tempo demora o exame?

A duração média de uma TC da coluna é de 5 minutos. No caso de existir necessidade de administrar contraste, o tempo de execução total é naturalmente superior. Veja mais informação em contrastes na TC da coluna.

Preparação, necessidade de jejum?

Em relação ao jejum, na TC da coluna, temos de distinguir entre duas situações diferenciadas. No caso do exame sem contraste (TC da coluna sem contraste) o doente não necessitará de estar em jejum (não existe administração endovenosa de produto de contraste iodado).

No entanto, o doente deverá encontrar-se em jejum, nunca inferior a 4 horas, nos casos de administração de contraste (TC da coluna com contraste). Nos casos em que é necessário administrar contraste, o utente deverá ser informado antecipadamente pelo Serviço de Radiologia onde irá realizar o exame.

Para além dos cuidados com o jejum descritos, não é necessário realizar qualquer preparação prévia ao exame.

O paciente deve tomar a medicação habitual, exceto nos casos em que exista uma indicação do médico para suspender os tratamentos medicamentosos.

Quanto custa uma TC da coluna?

Para os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) a TC da coluna é comparticipada pelo estado. O utente apenas terá de suportar o valor da taxa moderadora, caso não esteja isento do seu pagamento. O valor da taxa moderadora é ajustado em portaria governativa e por norma ascende entre uma a poucas dezenas de euros. No caso dos pacientes isentos (por exemplo doentes com incapacidade económica, doentes oncológicos, doentes internados, etc.) o exame é gratuito. De modo análogo, para os beneficiários da ADSE e de outros subsistemas, o utente apenas terá de suportar o valor da taxa moderadora. No caso dos seguros de saúde, o preço é determinado pelas condições associadas ao seu plano de seguro.

Quando o exame é realizado a título particular (o doente suporta a totalidade do seu custo), o valor do exame é determinado pela clínica de imagiologia. Como “ordem de grandeza” podemos dizer que o preço de uma TC da coluna se situa, geralmente, entre uma e poucas centenas de euros.

Veja onde fazer a TC da coluna, e mais informações sobre o preço dos MCDT e contactos em Portugal, selecionando o concelho da sua residência.

clinica_imagiologia.png