A destartarização ou tartarectomia, vulgarmente chamada de limpeza de dentes ou limpeza dentária, é um procedimento ou tratamento normalmente simples e indolor, que pode ser efetuado por um médico dentista ou higienista oral qualificado, que tem como objetivo remover ou tirar o tártaro e a placa bacteriana acumulado nos dentes, e muitas vezes já sob as gengivas(tártaro infra gengival).
Se a placa bacteriana, por si só, é passível de ser removida pela própria pessoa em casa, através dos métodos normais de higiene oral, nomeadamente pela escovagem, uso de fio dentário, escovilhão ou irrigador gengival, o mesmo já não se pode dizer quando estamos perante a presença de tártaro, pois este, ao contrário da placa bacteriana, já se encontra endurecido e adere significativamente à superfície dos dentes.
Tanto a placa bacteriana como o tártaro são problemas bastante frequentes, que afetam todas as pessoas. No entanto, tende a agravar-se nos casos em que não existe uma correta higiene oral, nas pessoas com hábitos tabágicos, ou perante uma predisposição causada por eventuais problemas de saúde ou hábitos alimentares inadequados, entre outras causas.
Caso a placa bacteriana e o tártaro não sejam removidos com regularidade, podem ocorrer diversos problemas, como a cárie dentária, e principalmente a gengivite ou num estado mais avançado periodontite, que é uma afeção mais grave que destrói os tecidos que mantem os dentes fixos.
Podem estar também associados alguns sinais e sintomas como o mau hálito (halitose), sensibilidade dentária, desconforto e dor gengival ou, com o evoluir da situação, sangramento da gengiva, entre outros. Estas doenças podem evoluir e originar diversas complicações mais ou menos graves.
Neste sentido, torna-se muito importante visitar regularmente o médico dentista, por forma a efetuar tratamentos dentários que permitam a remoção do tártaro e da placa bacteriana. Nesse sentido, a destartarização ou tartarectomia é o principal procedimento para o efeito, pois é capaz de eliminar ou remover todo o tártaro e a placa bacteriana, acumulados, prevenindo assim possíveis avanços de patologias inerentemente associadas. Veja mais informação em procedimentos de destartarização, prevenção e de quanto em quanto tempo devemos efetuar uma limpeza dentária.
Como é feita a destartarização?
A destartarização pode ser efetuada por um Médico Dentista ou Higienista qualificado, e envolve instrumentos clínicos próprios para o efeito, mais especificamente um aparelho que produz vibrações produzidas por ultrassom, que em contacto com o tártaro, consegue desfragmentá-lo, separando-o dos dentes.
A remoção de tártaro através da utilização de um aparelho de ultrassom é inócua para o esmalte dentário e para os tecidos moles adjacentes, desde que o aparelho usado para o efeito, que funciona por vibração, seja utilizado de acordo com o protocolo.
Por norma, uma destartarização não implica dor ou desconforto para o paciente. Pode, contudo, em alguns casos ocorrer algum desconforto ou dor, mas apenas nas situações em que o paciente apresente sensibilidade dentária e/ou gengiva sensível por inflamação ou doença periodontal por exemplo, como na gengivite e periodontite. Nestes casos torna-se aconselhável proceder à anestesia prévia, pelo menos das zonas mais críticas.
Habitualmente, numa só consulta, é efetuada uma limpeza completa à boca, ou seja, a ambos os maxilares, superior e inferior (destartarização bimaxilar) e, nalguns casos, onde se verifica a existência de tártaro infragengival, normalmente aderido à raiz do dente, poderá ter que se fazer uma raspagem e alisamento radicular após a destartarização com ultrassom, com o objetivo de alisar as áreas irregulares para que o tártaro não possa aderir com tanta facilidade, utilizando-se para o efeito uma cureta dentária adequada para o efeito.
A destartarização é sempre complementada com polimento dentário, que para além de polir a superfície dos dentes, remove também as machas de pigmentação existentes parecendo assim que branqueia ou clareia os dentes. Veja fotos superiores com o antes e depois de uma destartarização ou tartarectomia.
No entanto, esse branqueamento dos dentes é apenas aparente, resultante apenas da remoção de pigmentação temporária alojada na superfície dentária, pois para se conseguir um tom mais branco de forma efetiva e duradoura, nos casos em que os dentes se encontram amarelos ou mais escurecidos, teremos que recorrer a uma técnica odontológica mais específica de branqueamento dentário. Existem, na atualidade, diversas técnicas usadas (em casa e no consultório). No consultório dentário, o método de clareamento mais usado é o branqueamento ou clareamento a laser ou mais precisamente luz LED. Para melhor perceber a diferença entre os procedimentos, veja mais informação em branqueamento dentário.
Saiba, aqui, tudo sobre clareamento dentário.
Caso o paciente esteja a usar algum aparelho ortodôntico ou dentário removível ou próteses dentárias, também removíveis, estes deverão ser previamente retirados antes do procedimento de branqueamento.
Existem também outros tipos ou técnicas de limpeza mais específicos, nomeadamente nos casos em que se verifica a presença de aparelho ortodôntico fixo e/ou implante dentário.
A mulher grávida pode também fazer limpeza nos dentes sem qualquer problema, pois este tipo de tratamento e os instrumentos de ultrassom utilizados para o efeito são perfeitamente seguros e inócuos para a mulher gestante.
Importante referir que não é conveniente que a grávida se descuide minimamente no que respeita à sua saúde oral, pois por si só, já existem alterações hormonais próprias da gravidez, como o aumento da progesterona e da prolactinaque, que a predispõem ao aparecimento de inflamação e sangramento gengival.
Saiba, aqui, tudo sobre tratamentos dentários na mulher grávida.
A limpeza de dentes dói?
Não é suposto que a destartarização, tartarectomia, ou limpeza mecânica aos dentes, implique dor durante o seu procedimento, pois é efetuada com um aparelho de ultrassom devidamente calibrado para o efeito de modo a não agredir a superfície do esmalte nem a mucosa gengival.
Contudo, quando efetuada em pessoas que tenham muita propensão a ter sensibilidade dentária, ou que apresentem a gengiva muito inflamada, já poderá implicar um desconforto mais acentuado, ou mesmo dor, sendo que nestes casos se torna aconselhável efetuar a destartarização sob efeito de anestesia local tópica ou até mesmo infiltrativa, pelo menos nas zonas mais suscetíveis a provocar dor e/ou sensibilidade dentária.
Quanto tempo demora a destartarização?
Nas situações consideradas “normais” ou de rotina, uma destartarização ou tartarectomia completa ou seja, bimaxilar, tem normalmente uma duração que se situa entre os 20 e os 30 minutos.
No entanto, o tempo que demora uma destartarização varia em função da quantidade de tártaro que a pessoa apresenta, assim como o grau de aderência deste à superfície dos dentes evidentemente à eventual sensibilidade dentária e gengival, específica de cada pessoa.
Periodicidade da destartarização
Salvo determinados casos específicos ou de exceção, a frequência aconselhada para realização das destartarizações é de duas vezes por ano, ou seja, de 6 em 6 meses.
Quanto custa uma destartarização?
O valor ou preço médio de uma destartarização não difere significativamente do custo de outros tratamentos médico-dentários mais comuns (valores meramente indicativos), a título particular. Caso o doente possua algum seguro ou subsistema de saúde, então parte desse custo, ou até mesmo a totalidade, pode ser comparticipado pelo subsistema respetivo. Já quanto ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), não existe de momento qualquer tipo de comparticipação para quando o utente recorre a uma clínica particular para realizar uma destartarização, contudo, pode ser incluída juntamente com outros tratamentos aquando da utilização dos cheques dentistas.
Veja informação adicional sobre onde fazer uma destartarização ou tartarectomia em Portugal e os respetivos preços de tabela, selecionando e contactando a clínica dentária no seu concelho.
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