Micose nas Unhas

Micose das unhas

O que é a onicomicose?

A onicomise (micose na unha) é uma infeção fúngica (por fungos) da lâmina ungueal (unha), ou do leito ungueal e / ou de ambos.

Trata-se de uma infeção muito frequente e que afeta pessoas de todas as idades, atingindo homens e mulheres de igual forma.

Causas da onicomicose

A onicomise é uma infeção causada por fungos. Entre os fungos mais encontrados na onicomicose (85% a 90%), os agentes etiológicos são dermatófitos. Entre 10 a 15% das infeções são provocadas por leveduras e fungos não dermatófitos.

Estes tipos de fungos alimentam-se da queratina, proteína que forma a maior parte da unha.

As unhas dos pés são 10 vezes mais afetadas do que as das mãos, por enfrentarem ambientes húmidos, escuros e quentes, que criam um ambiente favorável para o desenvolvimento fúngico (dos fungos).

São fatores de risco para o desenvolvimento das onicomicoses:

  • Micose no pé (Tinha Pédis);
  • Distrofia ungueal;
  • Idade avançada;
  • Exposição de contágio com outra pessoa;
  • Traumatismos (sapato);
  • Hiperpressão nos dedos (causando descolamento da unha);
  • Praticar desporto (p. ex. Atletismo, Futebol, Ballet, Ténis, ...);
  • Doenças vasculares periféricas;
  • Imunocomprometimento (problemas no sistema imunitário);
  • Diabetes;
  • Doentes hipocoagulados;
  • Uso de corta unhas e alicates contaminados;
  • Uso de vernizes de outras pessoas.

Tipos de onicomicose

As micoses nas unhas apresentam 3 padrões característicos, a saber:

1. Onicomise subungueal distal lateral

2. Onicomise superficial branca

A onicomise superficial branca limita-se apenas à unha, apresenta pequenas manchas brancas na superfície da unha. A unha fica áspera e desintegra-se facilmente, este tipo de micose é caracterizado por uma maior invasão e profunda da unha;

3. Onicomise subungueal proximal

onicomise subungueal proximal caracteriza-se pelo seu aparecimento no início da unha, desenvolvendo-se com o seu crescimento.

Sinais e sintomas da onicomicose

A onicomicose é quase sempre assintomática, ou seja, não apresenta qualquer tipo de sintomas.

Nas fases iniciais da doença o paciente não sente qualquer tipo de dor, todavia, com o avançar do tempo pode, eventualmente, agravar-se e começar a surgir algum desconforto e mesmo dor.

A onicomicose é contagiosa?

Sim, a onicomicose é contagiosa, ou seja, a doença transmite-se ou “pega-se” de pessoa para pessoa ou através de contactos com superfícies infetadas.

O modo de transmissão da doença é simples, ocorrendo por contacto com pessoas ou superfícies infetadas como o chão húmido quando caminha descalço. Por isto, é muito importante adotar medidas de modo a prevenir o contágio. Veja mais informação em “como prevenir a onicomicose”.

Diagnóstico da onicomicose

Para obter um diagnóstico mais fiável e não confundir por exemplo com exostoses subungueais, detetadas através do RX, mas com um aspecto muito parecido com fungo nas unhas, devemos efetuar:

  • Avaliação clínica;
  • Antifungigrama;
  • Exame micológico com cultura;
  • Exame leveduriforme com cultura;
  • Exame não leveduriforme com cultura.

São exames de diagnóstico deferencial, para termos a certeza que se tratam de fungos e não de outras doenças semelhantes à onicomicose.

Os agentes causadores de onicomicoses, mais frequentemente encontrados nas análises são:

  • Dermatófiitos (p. ex. Candida, Microsporum, Tricophyton);
  • Leveduras (p.ex. Candida);
  • Não dermatófitos (p.ex. Aspergillus, Fusarium).

Complicações da onicomicose

O tratamento tardio das onicomicoses, pode levar ao surgimento de outras patologias ungueais, tais como:

  • Descolamento total ou parcial da unha (onicolise);
  • Unhas encravadas (onicogrifose);
  • Unhas grossas e espessas (onicogrifose).

Muitas vezes, estas patologias atrás descritas já podem estar presentes nas unhas quando é realizado o diagnóstico da onicomicose.

A onicomicose tem cura?

Sim, a onicomicose tem cura, sendo, porém, o seu tratamento sempre lento e algo prolongado. O crescimento da unha pode demorar até 12 meses, devendo o paciente, durante este processo, ser paciente e persistente.

O prognóstico da doença é mais favorável quando é realizado o diagnóstico assim que surgem os primeiros sinais da doença, de modo a instituir tratamento adequado o mais precocemente possível.

Tratamento da onicomicose

A complexidade desta patologia, requer uma boa avaliação clínica, e exames micológicos, para identificação do agente patogénico da onicomicose, para o sucesso do tratamento.

Por isso, é importante procurar um Podologista, no intuito de identificar a patologia e, assim, optar pelo tratamento mais apropriado para o tipo de situação em causa.

Existem, efetivamente, vários tipos de tratamento para a onicomicose. É de suma importância não iniciar um tratamento antes de ser identificado o agente causador, pois pode ser criada resistência e mascarar os exames micológicos.

O tratamento é efetuado através de:

  • Medicação tópica ou local (Cloridrato de amorolfina, Ciclopirox, Tioconazol) – estes medicamentos podem ser encontrados em forma de verniz, pomada, spray e pó;
  • Medicação oral de Terbinafina, Latrocanazol, Fluconazol - Estes medicamentos (remédios) são tomados em comprimidos e têm propriedades antifúngicas. No entanto, são muito hepatotóxicas, ou seja, podem afetar o fígado. Devem ser sempre prescritas pelo médico de família que conhece o seu historial clínico, e poderá aconselhar ou desaconselhar o uso de um antinfúngico oral.
  • Laserteraripia - O tratamento a Laser é feito de modo a que os raios (do laser) trespassem a unha e os tecidos adjacentes. Estes raios são absorvidos pelo pigmento do fungo, aquecendo-o e eliminando assim o fungo. Este tipo de tratamento requer especial cuidado, devendo usar-se um equipamento laser certificado para o efeito.

É importante ter em conta que as recidivas são muito frequentes, a unha infetada não volta ao normal, a unha nova essa sim, vai ter um aspeto normal e saudável. Pode-se efetuar tratamentos adjuvantes para diminuir as recidivas e não termos uma infeção resistente e diminuir a percentagem de fracasso no tratamento.

O doente nunca se deve automedicar ou tentar qualquer tipo de tratamento caseiro ou natural, exceto adotar medidas de higiene e prevenção que pode realizar em casa para combater o problema e que descrevemos adiante, sob pena de poder agravar o problema e aumentar o risco de complicações.

Como prevenir a onicomicose?

Existe uma série de medidas / atitudes que deverão ser adotadas como forma de prevenir o surgimento da onicomicose, tais como:

  • Evitar andar descalço em ambientes húmidos, saunas, balneários e lava pés de piscinas;
  • Trocar as meias 2 vezes ao dia e de preferência de algodão, não partilhar meias nem calçado;
  • Não usar calçado apertado;
  • O uso da acetona pode deixar as unhas mais fracas e quebradiças, é importante deixar pelo menos as unhas sem verniz uma semana por mês;
  • Muitos problemas das unhas surgem devido à realização de procedimentos de estética e de higiene incorreta. O doente deverá levar sempre o seu próprio material para evitar contágios.

Se as suas unhas começarem a apresentar alguma alteração ao nível da coloração, da textura e do espessamento, deverá consultar o seu Podologista a fim de conhecer e adotar o procedimento mais adequado ao seu problema, não deixando agravar e tornar o tratamento mais difícil e demorado.

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