TC Pélvico

Tomografia computadorizada

O que é TC da pelve?

A tomografia computorizada (TC) da pelve ou pélvica é um exame de diagnóstico por imagem que nos permite avaliar o abdómen inferior (“fundo da barriga”). O exame serve para detetar eventuais alterações da bexiga em ambos os sexos, para além de que a TC da pelve feminina nos possibilita avaliar o útero e ovários (órgãos do aparelho ginecológico da mulher), enquanto que a TC pélvica masculina nos permite avaliar a próstata e as vesículas seminais (órgãos do aparelho reprodutor dos homens). 

Como algumas patologias (ou doenças) que possuem indicação para a realização da TC da pelve, tanto em homens como em mulheres, podemos referir: endometriose, miomas uterinos (do útero), quistos (ou cistos) dos ovários, tumores benignos ou malignos (cancro), DIP (doença inflamatória pélvica), entre muitas outras.

TC abdomino-pélvico

Geralmente, a tomografia computorizada da pelve (abdómen inferior) é efetuada juntamente com a TC abdominal (abdómen superior), passando o exame a designar-se por TC abdomino-pélvico. A TC da pelve, excecionalmente, pode ser executada separadamente. As lesões com origem nos ovários ou o estudo da DIP (doença inflamatória pélvica) constituem algumas das indicações para estudo exclusivo da pelve.

Saiba, aqui, o que é TC abdominal.

Em alguns casos, poderá ser necessário realizar complementarmente TC do toráx (ou TC torácico). Neste caso, o exame designa-se por TC toraco-abdomino-pélvica, frequentemente designado por Tomografia computorizada (TC) total.

Saiba, aqui, o que é TC do tórax.

Como funciona a TC?

A tecnologia base usada na tomografia computorizada é a radiação ionizante, idêntica à usada em radiologia convencional (raios X ou radiografia). A radiação é emitida por um emissor, fazendo-se com que ela atravesse o corpo humano (neste caso a região pélvica) em direção a um recetor, permitindo assim gerar as imagens. Através de algoritmos complexos e utilizando sistemas informáticos (daí a designação computorizada), são concebidas as sequências de imagens que permitem a análise pelos médicos (especialistas em radiologia ou Médicos Radiologistas) e que possibilitam o diagnóstico médico.

Os aparelhos de TC realizam distintos “cortes”, ou seja, geram várias imagens (multicorte) dos tecidos do corpo humano. Os cortes correspondem a uma “fatia” da parte do corpo humano em observação. Em função dos parâmetros técnicos definidos, esses cortes podem ter diversas espessuras.

TC da pelve vs TAC da pelve

A tecnologia utilizada inicialmente para a produção de imagem está na origem da designação tomografia axial computorizada (TAC). Porém, esta denominação caiu em desábito porque a tecnologia helicoidal, entretanto desenvolvida, proporcionou a formação de imagem com movimento contínuo da mesa e a rotação contínua da gantry.

Com a tecnologia helicoidal o exame passou a designar-se unicamente por tomografia computorizada (TC). Ou seja, em termos práticos as designações “TC da pelve” ou “TAC da pelve” referem-se ao mesmo exame, apesar de ser mais correto na atualidade, e sendo usado um equipamento moderno com tecnologia helicoidal, usar-se a designação “TC da pelve”.

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TC pélvica com contraste

Na tomografia computorizada (TC) da pelve com contraste é avaliado o comportamento vascular das estruturas em observação, complementando a avaliação inicial sem contraste (TC da pelve sem contraste).

Os produtos de contraste iodados (à base de iodo) são aplicados por via endovenosa e ampliam o contraste entre as estruturas com distintos fluxos sanguíneos, revelando estruturas hipervascularizadas como por exemplo tumores ou inflamações. Nem sempre o exame precisa de ser realizado com administração de contraste. A denominação TC da pelve sem contraste, como o próprio nome indica, é utilizada para nos referirmos à inexistência de administração de contrastes.

São conhecidos riscos acrescidos no uso de contrastes em alguns doentes. Alguns dos efeitos secundários ou colaterais conhecidos são a deterioração da função renal (insuficiência renal) e as reações alérgicas. O efeito secundário mais temido é a anafilaxia, tratando-se porém de uma complicação rara. Por isto, a utilização de produtos de contraste iodados está contra-indicado em doentes que apresentem insuficiência renal grave e com história de reação anafilática prévia.

As reações adversas relacionadas com a utilização de produtos de contraste iodados em TC são mais frequentes quando comparadas com o produto de contraste (gadolínio) usado em Ressonância Magnética (RM).

Quem pode realizar a TC pélvica?

A TC da pelve pode ser executada, por norma, por pessoas de qualquer idade e sexo, desde que exista indicação médica. Existem riscos relacionados com a exposição a radiação ionizante, pelo que a necessidade de realizar o exame deve ser sempre avaliada pelo Médico.

A TC da pelve em crianças poderá ser realizada com uso de sedação (anestesia).

A gravidez constitui uma contra-indicação relativa para a execução de estudos imagiológicos que empreguem radiação ionizante (que é o caso da TC), pelo que a mulher grávida não deverá ser sujeita ao exame. No entanto, mediante o contexto clínico, poderá estar recomendado o exame, por exemplo em contextos de emergência médica e sem acesso a outros métodos diagnósticos.

A mulher em amamentação ou menstruada pode realizar o exame sem qualquer tipo de limitação.

Duração da TC pélvica

A duração média para a execução de uma TC pélvica é de 5 minutos. Após a aquisição e processamento das imagens, elas são arquivadas (guardadas), por norma, num formato internacional, (DICOM) para serem observadas pelo Médico Radiologista.

Num momento posterior, o Médico Radiologista redigirá um relatório onde descreverá o que observou nas imagens. O exame será considerado normal se as estruturas analisadas não revelarem alterações significativas. Nas situações que se verifiquem alterações, o Médico Radiologista relatará esses achados imagiológicos que deverão ser relacionados com os demais meios complementares de diagnóstico e terapêutica (MCDT) e com a história clínica do paciente.

O tempo que medeia a aquisição (realização do exame) até que o Médico redige o relatório e o resultado do exame (imagens e relatório) é bastante variável e depende da urgência do exame.

É necessário jejum?

Depende. Nos casos em que não existe a necessidade de administração endovenosa de produto de contraste iodado, o paciente não precisa de estar em jejum.

Porém, o doente deverá estar em jejum, nunca inferior a 4 horas, nos casos de necessidade de administração de contraste (TC da pelve com contraste). Neste caso, o doente deverá ser avisado antecipadamente pelo Serviço de Imagiologia onde irá realizar a TC.

O paciente pode tomar os medicamentos (remédios) habituais. A suspensão de qualquer tipo de tratamento em doenças agudas ou crónicas deve ser efetuada apenas por indicação do Médico.

Para além das questões de jejum atrás apresentadas, não é necessário realizar qualquer preparação especial para a realização da TC pélvica.

Quanto custa uma TC pélvica?

Para os utentes do Serviço Nacional de Saúde (SNS) os exames são comparticipados pelo estado. O utente apenas terá de suportar o valor da taxa moderadora, caso não esteja isento (existem diversos motivos de isenção, como por exemplo a insuficiência económica, doentes internados, algumas doenças crónicas, etc.). O valor da taxa moderadora é fixado em portaria e por norma ascende entre uma a poucas dezenas de euros. No caso dos doentes isentos o exame é gratuito.

Para os beneficiários da ADSE e de outros subsistemas, o utente somente terá que pagar a taxa moderadora. No caso dos seguros de saúde o preço depende das condições associadas ao plano de seguro.

Quando o exame é executado a título particular, o valor do exame é determinado pela clínica de imagiologia que executa a TC da pelve. Como “ordem de grandeza” podemos dizer que o preço se situa, geralmente, entre uma e poucas centenas de euros.

Veja onde fazer o exame, e mais informações sobre preços e contactos de clínicas de Imagiologia em Portugal, selecionando o seu concelho.

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