Hiperatividade e Défice de Atenção

Hiperatividade

O que é a Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção?

A Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é maioritariamente diagnosticada em idade infantil, normalmente na idade escolar após suspeitas dos pais e professores. No entanto, por vezes o diagnóstico já só é feito em idade adulta. O diagnóstico de PHDA apenas pode ser confirmado após avaliação pelo médico Pedopsiquiatra na infância e adolescência ou pelo Psiquiatra na idade adulta.

Muitas crianças apenas possuem um alto nível de atividade ou outros problemas do foro mental, pelo que a avaliação pelo psiquiatra deve ser realizada em todos os casos suspeitos. Veja mais informação em “diagnóstico da PHDA”.

Os sintomas principais e característicos da PHDA são a hiperatividade e a perturbação/perturbação de défice de atenção. Veja mais informação em “O que é a perturbação de défice de atenção com hiperatividade?”.

Outras doenças que afetam o cérebro, problemas emocionais, alguns medicamentos e drogas, bem como alterações endocrinológicas, também podem afetar o nível de atividade de um indivíduo e, às vezes, podem contribuir para a hiperatividade.

Existem várias opções terapêuticas, que discutiremos mais adiante neste artigo, capazes de tratar eficazmente a hiperatividade. O diagnóstico precoce é extremamente importante para instituir tratamento que permita melhorar o prognóstico da doença.

O que é a perturbação de défice de atenção com hiperatividade?

Perturbação / transtorno de défice de atenção com hiperatividade (PHDA ou TDHA) é uma doença cerebral que afeta a capacidade de sustentar a atenção, aumento da atividade (hiperatividade) e impulsividade. É mais frequentemente diagnosticado e as manifestações costumam ser mais evidentes em crianças e adolescentes, no entanto, e em alguns casos continua pela idade adulta.

A Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) é maioritariamente diagnosticada em idade infantil, normalmente na idade escolar após suspeitas dos pais e professores. No entanto, por vezes o diagnóstico já só é feito em idade adulta. O diagnóstico de PHDA apenas pode ser confirmado após avaliação pelo médico Pedopsiquiatra na infância e adolescência ou pelo Psiquiatra na idade adulta.

A PHDA é a segunda perturbação psiquiátrica mais comum nas crianças. Trata-se de uma perturbação muitas vezes difícil de gerir para as pessoas próximas do paciente que tem PHDA, como professores, pais, colegas de trabalho, entre outros. O diagnóstico é mais comum no sexo masculino (rapazes) que no sexo feminino (raparigas).

Muitas crianças apenas possuem um alto nível de atividade ou outros problemas do foro mental, pelo que a avaliação pelo psiquiatra deve ser realizada em todos os casos suspeitos. Veja mais informação em “diagnóstico da PHDA”.

Os sintomas principais e característicos da PHDA são a hiperatividade e a perturbação/perturbação de défice de atenção. Veja mais informação em “O que é a perturbação de défice de atenção com hiperatividade?”.

Geralmente, os sintomas da doença tornam-se mais evidentes nos primeiros anos escolares, quando a criança começa a ter problemas em prestar atenção e participar nas aulas. As crianças afetadas por esta perturbação também podem sofrer de baixa autoestima, ser mais propensos a ter acidentes, têm dificuldades de aprendizagem e consequentemente mau desempenho na escola.

Outras doenças que afetam o cérebro, problemas emocionais, alguns medicamentos e drogas, bem como alterações endocrinológicas, também podem afetar o nível de atividade de um indivíduo e, às vezes, podem contribuir para a hiperatividade.

A PHDA não pode ser prevenida e não tem cura. No entanto, identificar a perturbação cedo, pode ajudar a adequar e dirigir precocemente o tratamento, melhorando os resultados escolares e as dinâmicas familiares, além de levar a que a criança ou o adulto com PHDA aprendam a conhecer a sua sintomatologia.

Existem várias opções terapêuticas, que discutiremos mais adiante neste artigo, capazes de tratar eficazmente a hiperatividade. O diagnóstico precoce é extremamente importante para instituir tratamento que permita melhorar o prognóstico da doença.

Sinais e sintomas de PHDA

A PHDA apresenta vários sinais e sintomas, a saber:

  • Necessidade de movimento constante;
  • Comportamento agressivo;
  • Comportamento impulsivo;
  • Ser facilmente distraído.

Se uma pessoa estiver constantemente inquieta e/ou não conseguir concentrar-se, pode desenvolver outros problemas como:

  • Dificuldade em ter rendimento na escola ou no trabalho;
  • Dificuldade em manter um emprego;
  • Tensão no relacionamento com amigos e familiares;
  • Maior propensão a acidentes e lesões;
  • Aumentar o risco de abuso de álcool e drogas;
  • Maior probabilidade de problemas com as autoridades.

As crianças com PHDA podem ter problemas de concentração na escola. A PHDA na idade infantil também pode levar a comportamentos impulsivos, a saber:

  • Falar em momentos inoportunos;
  • Comportamentos agressivos;
  • Ser vítima de bullying;
  • Dificuldade em brincar calmamente ou praticar hobbies tranquilamente;
  • Agitação constante quando é necessário estar parado;
  • Dificuldade em permanecer no lugar;
  • Dificuldade em participar nas atividades silenciosas (como a leitura);

Causas da hiperatividade

As verdadeiras causas da PHDA são desconhecidas. Existe, no entanto, um forte componente hereditário, sendo das doenças mentais com maior transmissibilidade de pais para filhos. Não se conhece, no entanto, nenhum gene específico da PHDA, resultando da ação de um conjunto de genes e a sua gravidade vai também depender de alguns fatores ambientais. Sabe-se também que algumas doenças mentais ou físicas mimetizam os sintomas de PHDA, nomeadamente no seu componente de hiperatividade.

Algumas perturbações mais comuns que se manifestam como hiperatividade/agitação:

  • Hipertiroidismo;
  • Doenças metabólicas;
  • Infeções do Sistema Nervoso Central;
  • Efeitos secundários de alguns medicamentos;
  • Abuso de cafeína;
  • Uso de estimulantes, como cocaína ou metanfetaminas.

Doentes com PHDA, podem apresentar complicações ao nível da sua saúde mental, sendo que podem também apresentar concomitantemente de ansiedade ou depressão.

Diagnóstico da hiperatividade

O diagnóstico da hiperatividade é realizado por um médico Psiquiatra (especialista em doenças mentais nos adultos) ou Pedopsiquiatra (especialista em doenças mentais nas crianças) que faz uma história clínica e realiza uma observação completa.

O médico especialista recolhe informação sobre a sintomatologia, incluindo a tipologia e intensidade dos sintomas, a sua frequência e data de início. De seguida, normalmente, pergunta sobre as mudanças recentes na saúde geral do doente e sobre qualquer medicação que esteja a tomar e possa interferir com o processo de diagnóstico. Devem-se também excluir outras doenças que também apresentem sintomas idênticos à PHDA.

O médico especialista pode também recorrer a alguns meios de diagnóstico e terapêutica (MCDT) como análises ao sangue ou urina, exames de imagem (RM cerebral p.ex) para estudar outras hipóteses diagnósticas. Por exemplo, uma alteração da produção de hormona tiroideia pode manifestar-se com agitação e hiperatividade.

A PHDA tem cura?

Não existe uma cura definitiva para a hiperatividade. Contudo, os tratamentos permitem aliviar a sintomatologia, possibilitando que os doentes tenham uma vida perfeitamente normal.

Se não for tratada, a hiperatividade pode perturbar o trabalho, escolaridade e relacionamentos pessoais de qualquer paciente, no entanto, o prognóstico é bastante favorável se for instituído tratamento atempado.

Tratamento da hiperatividade

Existem várias abordagens para o tratamento da PHDA: tratamento farmacológico, psicoterapêutico e intervenções comportamentais. Idealmente e para maior sucesso, as intervenções devem ser sinérgicas e complementares umas às outras.

Tratamento Farmacológico

O psiquiatra pode prescrever alguns medicamentos (remédios) para tratar a PHDA. Estes medicamentos podem ser prescritos nas crianças ou adultos por um Pedopsiquiatra ou Psiquiatra. Alguns dos fármacos utilizados são: 

  • Dexmetilfenidato;
  • Lisdexamfetamina;
  • Metilfenidato e várias formulações e com tempos diversos de libertação;
  • Atomoxetina;
  • Cafeína na infância.

O tratamento farmacológico é eficaz e pode fazer a diferença na vida dos doentes. Além disso são de momento a intervenção mais eficaz para os sintomas da PHDA.


O Psiquiatra irá monitorizar o uso de qualquer destes fármacos e ajustar quando necessário.

Psicoterapia

A psicoterapia cognitivo-comportamental é um modelo de intervenção psicoterapêutico, que pode levar a uma melhoria comportamental e ao desenvolvimento de estratégias para lidar com as problemáticas diárias levantadas pelos sintomas da PHDA, visando mudar os padrões de pensamento e comportamento do paciente.

A terapia familiar também é útil, por forma a que todo o sistema familiar em que o doente se insere esteja concertado nas ações necessárias ao tratamento, além de se delinearem em conjunto estratégias familiares e resolução de conflitos causados pela doença.

Intervenções Comportamentais

O exercício e o desporto são essenciais como tratamento adjuvante da PHDA. Não só ajudam a diminuir os sintomas, como levam a que as crianças aprendam a desenvolver competências sociais e melhoram o foco. O desporto ajuda a que os doentes com PHDA possam dar uso à sua necessidade de movimento e alguns desportos (por exemplo a natação) levam à necessidade de aumentar o foco.

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