Alveolite

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O que é alveolite?

A alveolite dentária ocorre quando se verifica uma infeção do alvéolo, ou seja, do interior do osso onde o dente se encontrava alojado. As alveolites manifestam-se após a extração dentária, caso haja infeção posterior, provocando normalmente dores muito fortes que tendem a iniciar 2 a 3 dias após a exodontia (extração do dente), podendo-se prolongar até aos 10 ou 15 dias seguintes. Este estado de dor causa um desconforto muito acentuado, interferindo inclusivamente na ingestão normal da comida. 

A alveolite dentária, por vezes, também referida de osteíte alveolar pós-operatória, corresponde a uma complicação que surge após a extração de um dente, em que se verifica um atraso na cicatrização, normalmente provocada pela desintegração parcial ou total do coágulo sanguíneo que se forma imediatamente após a exodontia ou pela ausência da sua formação.

Esta alveolite maxilar pode verificar-se tanto na arcada superior como na inferior e pode afetar qualquer dente presente na boca. A alveolite do siso é das alveolites mais prevalentes nas situações após a extração de dentes inclusos ou semi-inclusos, dada a prevalência de problemas associados aos dentes do siso durante a sua erupção, para além da eventual dificuldade de acesso cirúrgico aos mesmos, o que pode originar um maior trauma durante os procedimentos inerentes à extração

Conheça, aqui, os principais problemas do dente do siso e saiba quando extrair o dente.

Esta infeção obriga a cuidados de higiene pós-extração redobrados, e normalmente à toma de medicação específica, para além de uma eventual intervenção local por parte do médico dentista, com a finalidade de minimizar o problema e promover uma aceleração da cicatrização. Veja mais informação em como tratar a alveolite.

Existem dois tipos de alveolite, as quais passamos a descrever de seguida.

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Alveolite seca

A alveolite seca instala-se quando não se verifica a formação do coágulo sanguíneo pós-extração, ficando o interior do alvéolo seco, ou seja, com exposição do respetivo osso e correspondentes terminações nervosas, conduzindo a uma situação de desconforto e dor muito acentuada.

A ocorrência da alveolite seca pode também estar relacionada com altos níveis de atividade fibrinolítica presente em infeções, levando à desintegração do coágulo, expondo as paredes ósseas internas, acabando com isso por atrasar a cicatrização.

Em relação ao tempo que dura uma alveolite seca, é de difícil previsão e obviamente depende de vários fatores, mas normalmente a sintomatologia tende a prolongar-se por cerca de uma a duas semanas, podendo contudo estenderem-se até um mês após a extração.

Alveolite purulenta

A alveolite purulenta ocorre quando o alvéolo é infetado verificando-se a secreção e produção de pus. Esta presença de pus proliferado dentro do alvéolo, ou seja, dentro do “orifício” ósseo onde o dente se encontrava implantado, provoca não só dor forte e normalmente difusa, como um cheiro ou odor fétido e acentuado (halitose).

A alveolite purulenta também é conhecida como alveolite supurativa ou alveolite húmida, e tal como a seca, os sintomas de dor forte tendem a aparecer só após 2 a 3 dias depois da extração e, por isso, algumas vezes é referida como alveolite tardia.

Alveolite - causas

Podem ser vários os fatores que determinam ou favorecem a instalação de uma alveolite, sendo os seguintes os mais frequentes:

  • Higiene oral deficiente, e principalmente o descurar dos cuidados pós-operatórios;
  • Dificuldade, duração e trauma inerentes à extração dentária;
  • Tipo e quantidade de anestesia;
  • Presença de infeções adjacentes;
  • Tabagismo (ser fumador);
  • Realização de bochechos durante as primeiras 24 horas pós-extração, que podem levar à remoção natural do coágulo sanguíneo;
  • Manipulação do alvéolo com instrumento não esterilizado de forma adequada, ou seja, falha na assepsia;
  • Certas doenças sistémicas, nomeadamente as que possam interferir nos processos de coagulação ou cicatrização inerentes (ex.: diabetes mellitus).

Saiba, aqui, o que é exodontia e conheça as possíveis complicações após a extração de um dente.

Alveolite - sintomas

Os sinais e sintomas associados à presença de uma alveolite tendem a iniciar 2 a 3 dias após a extração dentária, e normalmente incluem:

  • Inicialmente, dor forte confinada ao local da extração;
  • Com o passar do tempo, aumento gradual da dor e a sua difusão para estruturas adjacentes (maxilares, face, ouvido, pescoço, etc);
  • Pequeno edema ou “inchaço” da face;
  • Eventual aumento da temperatura corporal, normalmente não passando os 38 graus;
  • Debilidade ou mal-estar geral;
  • Mau hálito acentuado (halitose);
  • Hipertrofia (aumento de volume) dos gânglios linfáticos da região;
  • Presença de líquido esbranquiçado ou “matéria branca” (pus) no interior do alvéolo (no caso da alveolite purulenta);
  • Gengiva circundante à zona da extração muito vermelha, edemaciada e muito sensível ao toque.

De realçar que a presença de um ou mais destes sintomas, não significa obrigatoriamente que estamos perante a existência de uma alveolite, devendo-se portanto recorrer ao médico dentista para que o mesmo possa avaliar a situação e efetuar o correto diagnóstico, para assim determinar o plano de tratamento mais adequado.

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Alveolite tem cura?

A alveolite é passível de tratamento, embora a sua regressão seja algo difícil e demorada, devendo obedecer a um plano de tratamento criterioso e rigoroso.

Saiba, de seguida, como tratar alveolite.

Alveolite - tratamento

O tratamento da alveolite assenta fundamentalmente numa terapia medicamentosa (medicação ou remédios), nomeadamente com anti-inflamatórios e antibióticos, juntamente com manobras de manipulação anti-infeciosa do alvéolo por parte do médico dentista (desinfeção), associadas a um aumento dos cuidados de higiene oral por parte do paciente. O tratamento antibiótico poderá ter uma duração superior quando comparado ao tratamento de outras infeções orais.

Para além da limpeza do alvéolo para remoção de detritos e/ou restos alimentares, no tratamento da alveolite seca é extremamente pertinente realizarem-se também lavagens ou irrigações com antissépticos. No que concerne ao tratamento da alveolite purulenta deverá ser ainda considerada uma curetagem ou raspagem intra-alveolar para uma melhor remoção do pus e diminuição da infeção.

O paciente deverá complementar estes procedimentos com uma cuidada higiene oral, podendo também, como tratamento auxiliar, fazer gargarejos com água salina. Para além de ajudar a remover detritos, o sal tem propriedades antissépticas, promovendo uma diminuição da inflamação, melhorando assim o tempo de recuperação.

Para aliviar a dor de dente, o médico dentista pode prescrever medicamentos analgésicos ou anti inflamatórios que o doente deve tomar sempre de acordo com a prescrição médica.

Saiba, aqui, tudo sobre como aliviar a dor de dentes.

O paciente na presença dos sintomas anteriormente apresentados deve consultar o médico dentista. Deve tomar consciência da gravidade do problema e ter cuidado com algum tipo de tratamento caseiro, por vezes, referidos em alguns blogs na Internet, como a utilização da água oxigenada ou de outros produtos similares, dado que podem agravar ainda mais o problema e com isso atrasar também a cicatrização.

O doente nunca deve automedicar-se e deve tomar consciência que uma alveolite não tratada pode ter algumas complicações mais graves, como por exemplo a de uma infeção óssea, caso a mesma não seja diagnosticada e tratada de forma adequada e atempada.

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