RM da mama

RM da mama

O que é RM da mama?

A ressonância magnética (RM) da mama é um exame por imagem que permite auxiliar o Médico no diagnóstico de distintas doenças, bem como avaliar a resposta aos tratamentos instituídos. Trata-se de um exame mais dispendioso e menos acessível do que outros exames, não sendo por isso um exame de primeira linha no estudo da mama. No entanto, é um método com excelente acuidade diagnóstica e muito importante em alguns contextos clínicos como é o caso do cancro da mama. Veja mais informação em indicações da RM e outros exames de mama.

Os aparelhos de ressonância magnética nuclear (RMN) usam como principio de funcionamento um campo magnético intenso e ondas de rádio para gerar imagens pormenorizadas da mama. Os aparelhos que criam campos magnéticos mais intensos (3 Tesla de uso clínico comum) são idênticos a túneis e mencionados popularmente por RM fechada ou de campo fechado. Em opção, particularmente para pessoas com claustrofobia, existem aparelhos de ressonância magnética aberta. Estes aparelhos geram campos magnéticos menos intensos, pelo que as imagens médicas obtidas exibem menor pormenor e resolução, apresentado, todavia, boa acuidade diagnóstica.

Por norma, os estudos que usam a RM da mama são realizados de forma bilateral (às duas mamas), podendo obviamente ser também realizada a RM de forma unilateral (apenas a uma mama).

RM da mama com contraste

Através da ressonância magnética com contraste da mama é avaliado o comportamento vascular das estruturas em observação, completando a avaliação inicial sem contraste.

O gadolínio é um produto de contraste ministrado por via endovenosa que amplia a intensidade de sinal das estruturas com fluxo sanguíneo aumentado, por exemplo no contexto de tumores ou inflamações. A utilização do gadolínio está contra-indicada em doentes com insuficiência renal grave.

Saiba, aqui, o que é insuficiência renal.

A amamentação não constitui contra-indicação para a administração de contraste. No caso das mulheres durante a gravidez, o risco de administrar contraste deve ser debatido entre o Médico Radiologista e o Médico Assistente. Episódio prévio de reação anafilática a gadolínio é outra contra-indicação para o uso deste tipo de contraste. Todavia, as reações com gadolínio são muito menos frequentes relativamente ao uso de contrastes iodados em Tomografia computorizada (TC ou TAC).

Indicações da RM da mama

A ressonância magnética da mama está aconselhada no diagnóstico de rotura intra-capsular de prótese mamária, caso a ecografia seja inconclusiva.

Em oncologia, a RM está indicada no diagnóstico de carcinoma da mama em mulheres que apresentem elevada suspeita clínica, ainda que apresentem mamografia e ecografia mamária negativas. Está também recomendada na avaliação pré-operatória de mulheres com carcinoma do tipo lobular invasivo ou carcinoma da mama multifocal / multicêntrico.

Usualmente, a ressonância mamária executa-se como avaliação adicional da mamografia e ecografia mamária. O rastreio por ressonância magnética está aconselhado apenas em mulheres com risco elevado de cancro da mama. Veja mais informação em “outros exames de mama”.

É necessária preparação?

Não é necessário qualquer tipo de preparação prévia para realizar a ressonância magnética da mama.

Após chegar ao centro de imagem é solicitado à mulher que troque a sua roupa por uma bata e que retire todos os objetos metálicos que possui, designadamente, relógio e acessórios pois podem danificar a imagem.

Como é feita a RM da mama?

A mulher é colocada em decúbito ventral (“barriga para baixo”) na mesa que deslizará para o interior do aparelho de RM.

O Técnico de Radiologia executa o exame (adquire as imagens e arquiva-as) para que depois o Médico Radiologista possa observá-las cuidadosamente. Desta análise, resulta um relatório que traduz a observação feita pelo Médico Radiologista. Os resultados do exame (imagens e relatório) são conhecidos após o Médico Radiologista validar o relatório final.

O exame será considerado normal se não forem observadas alterações dignas de registo. Caso contrário, o Médico Radiologista relata os achados imagiológicos encontrados que deverão ser relacionados com a história clínica da mulher e demais exames realizados.

A RM da mama dói?

A RM da mama é um exame não invasivo e indolor, ou seja, a paciente não sente qualquer tipo de dor durante a concretização do exame.

A ressonância magnética poderá ser realizada com sedação em casos especiais, como em doentes não colaborantes, ou recorrer a equipamentos de campo aberto para casos de pacientes com claustrofobia.

Quanto tempo demora o exame?

A duração média do exame é de 30 minutos. Após a realização da RM o Médico Radiologista terá de a relatar, sendo este tempo muito variável e dependente da urgência do exame.

Quanto custa uma RM da mama?

As utentes do Sistema Nacional de Saúde (SNS) só têm acesso a este método de imagem médica em meio hospitalar, pelo que os diferentes estudos de ressonância magnética não estão considerados na Tabela de Convencionados. Em meio hospitalar as utentes do SNS apenas têm de suportar o custo da taxa moderadora. Para os beneficiários da ADSE, o preço da taxa moderadora varia entre 27€ e 30€ (ver tabela ADSE).

Para a realização da RM da mama, o preço médio é de sensivelmente 300€, quando o exame é executado a título particular. Todavia, o valor do exame é determinado pela clínica de imagiologia respetiva, pelo que o valor apresentado é simplesmente uma “ordem de grandeza”.

Veja onde fazer o exame, e mais informações sobre o preço dos exames em Portugal, na clínica de imagiologia selecionando o seu concelho.

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Outros exames de mama

A mamografia consiste num exame por imagem que utiliza radiação ionizante de baixa dose e possibilita avaliar o parênquima mamário, nomeadamente encontrar nódulos ou agrupamento de microcalcificações. A mamografia é o único exame aprovado para rastreio do cancro da mama na população geral. Em rastreio, o objetivo é diagnosticar tumores sub-clínicos, isto é, tumores não palpáveis e que não apresentem outros sinais ou sintomas.

Em Portugal, o Programa de Rastreio de Cancro da Mama, da responsabilidade da Liga Portuguesa Contra o Cancro, é dirigido a mulheres assintomáticas (que não têm quaisquer sintomas) com idade compreendida entre os 45 e os 69 anos e que devem fazer a mamografia com a periodicidade de dois anos. No entanto, não existe unanimidade relativamente à idade mínima para começar o rastreio. O American College of Radiology (ACR) aconselha mamografia anual a partir dos 40 anos de idade, em mulheres sem fatores de risco conhecidos.

O rastreio por ressonância magnética está recomendado somente em mulheres com risco elevado de cancro da mama.

Saiba, aqui, tudo sobre mamografia.

A ecografia mamária é outro exame por imagem que nos possibilita o estudo da mama. Trata-se de um exame que é executado utilizando os ecos gerados por ultrassons, isto é, sons com alta frequência, inaudíveis pelo ser humano, para formação de imagem médica. Daí que a ecografia da mama também seja designada por ultrassonografia mamária ou ultrassom da mama. Este exame poderá ser efetuado para complementar a investigação mamográfica, mas não está aprovado para rastreio de cancro da mama. A ecografia mamária distingue-se da mamografia principalmente porque não utiliza radiação ionizante, pelo que serve para o estudo inicial em mulheres jovens e grávidas.

Mulheres sintomáticas (nódulo palpável, alterações cutâneas, escorrência mamilar, etc.) deverão efetuar estudo imagiológico mamário diagnóstico. Mulheres com idade inferior a 30 anos e na gravidez deverão iniciar o estudo por ecografia mamária bilateral. As mulheres não incluídas neste grupo poderão realizar inicialmente mamografia, com eventual avaliação complementar por ecografia. Não existe indicação para realização de ecografia mamária de rastreio em mulheres assintomáticas (sem sintomas).

Saiba, aqui, tudo sobre ecografia mamária.

Está indicada a realização de biópsia mamária nos casos classificados em BI-RADS 4 e 5. A biópsia mamária permite, através de uma agulha fina, recolher células da mama para serem posteriormente analisadas em laboratório e desta forma obter um diagnóstico definitivo.

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